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Chuva de Perseidas, mas fraca

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O fenómeno anual conhecido por chuva de Perseidas é especialmente visível entre hoje e quarta-feira. Mas desta vez, a coincidência com a Super Lua vai estragar a festa.

Autor
  • Pedro Esteves

Todos os anos, em meados de Agosto, ocorre um fenómeno astronómico conhecido por “chuva de Perseidas”. Esta chuva de meteoros resulta do pó e rocha deixados pela passagem do cometa Swift-Tuttle — que se repete a cada 133 anos. De cada vez que a Terra atravessa o rasto gigantesco deixado pelo cometa, é possível observar a olho nu centenas de estrelas cadentes. Chama-se “chuva de Perseidas” porque é essa a constelação em fundo a cada passagem da Terra por esse rasto de pó.

Nos melhores anos, é possível observar 100 aerólitos por hora, num céu limpo e sem poluição luminosa (a luz ambiente gerada pela iluminação pública); quanto mais luminoso for o ponto de observação, menor a quantidade total de visionamentos. Os locais privilegiados são as zonas mais interiores, elevadas e remotas. Nas cidades apenas é possível ver os objetos mais brilhantes, resultado da entrada na atmosfera de partículas de maior dimensão. Geralmente são do tamanho de grãos de areia, e quase nunca maiores que um berlinde. São raras as que atingem o solo, porque são partículas pequenas e entram na atmosfera terrestre a 60 quilómetros por segundo, destruindo-se rapidamente.

O cometa Swift-Tuttle é uma rocha com quase 10 quilómetros de diâmetro e terá o tamanho idêntico ao do meteoro que terá causado a extinção dos dinossauros. Já se previu que, no futuro, este cometa iria colidir com a terra, mas cálculos posteriores determinaram que apenas irá fazer “uma razia” ao nosso planeta em 3044.

A última observação distante, não visível a olho nu, foi em 1992, mas o ano mais espetacular foi o da sua “descoberta” pelos astrónomos norte-americanos Lewis Swift e Horace Tuttle, em 1862. A próxima passagem será em 2126, e prevê-se que seja uma ocorrência tão extraordinária como a do Hale-Bopp em 1997.

Como nos relembra o Observatório Astronómico de Lisboa, este ano temos azar: a coincidência com a “Super Lua” vai dificultar a observação do fenómeno. Ainda assim, a melhor hora para ver a chuva de Perseidas é ao final da noite, imediatamente antes do amanhecer, a essa hora o brilho da Lua já será menos intenso. Por isso aproveite a alvorada amena de agosto e acorde cedo, até porque logo a seguir ocorre outro acontecimento magnífico: o “nascer” do Sol.

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