É oficial: Marcos Rojo vai mesmo para o Manchester United. Fim da novela. Mas só desta. O Sporting confirmou esta terça-feira a transferência e, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), informou que “restituirá, de imediato, à Doyen [Sports Investment] o valor investido por esta entidade, nos termos legais”. Ora, essa quantia cifra-se nos 3 milhões de euros, correspondentes à fatia investida pelo fundo no negócio que colocou o argentino no clube leonino, em 2011. Mas a Doyen diz que não.

De acordo com o noticiado pelo MaisFutebol, o fundo de investimento, que tem como diretor executivo Nélio Lucas, um português, vai recorrer junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS). Isto por considerar que, como detentor de 75% dos direitos económicos de Rojo, deveria receber uma quantia proporcional a essa percentagem.

A transferência do internacional argentino para o Manchester United foi concretizada nos 20 milhões de euros. Logo, a Doyen defende que deveria receber 15 milhões de euros pelo negócio. A única quantia, aliás, que o Sporting refere no comunicado refere-se aos 4 milhões de euros que pagará ao Spartak de Moscovo — clube ao qual os leões compraram Rojo, em 2011, e que ficou com o direito a 20% da mais-valia de uma futura transferência do argentino superior a 5 milhões de euros.

A 11 de agosto, recorde-se, Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, revelou que Marcos Rojo e Islam Slimani estavam “sob alçada disciplinar” dos leões, garantindo que o clube “não não [cedia] a chantagens, pressões, interesses de agentes e muito menos de fundos”. No dia seguinte, a Doyen Sports emitia um comunicado, no qual frisou que assumiu “as primeiras prestações” da transferência de Rojo, do Spartak para o Sporting, antes de o clube de Alvalade “ter que pagar os seus 25%”. A 14 de agosto, a SAD leonina respondeu, anunciando que rescindira por justa causa o contrato que ligava o clube ao fundo.