O maior problema para o Governo, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, são os impostos e o professor acredita que este ano o IVA não aumenta, mas que a coligação depende do acordo conseguido entre Pedro Passos Coelho e Paulo Portas até ao fim de setembro. Outro problema, são as presidenciais e Marcelo voltou a reafirmar que nem ele nem Rui Rio encaixam no perfil que o primeiro-ministro designou para suceder a Cavaco.

Passos Coelho quer “um Presidente que se molde ao primeiro-ministro que ele quer continuar a ser”. Para Marcelo, isso significa que ele é uma “carta fora do baralho”. “Da óptica da direção do partido, eu sou uma carta fora do baralho. Mas eu nunca mais digo nunca”, lembrando a vez em que disse que nem Cristo viesse à terra seria candidato à presidência do PSD, tendo acabado por ser. Este perfil, segundo disse no seu comentário semanal na TVI, adequa-se a Santana Lopes, que diz  já estar “no terreno sem estar”.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, as equipas políticas para as próximas legislativas e presidenciais já estão definidas, com os candidatos da direita a serem Pedro Passos Coelho e Santana Lopes e à esquerda António Costa e António Guterres, respetivamente. Sobre a escolha socialista, Marcelo denuncia que “Guterres vai ser, só que não convém estar a queimar em lume brando”. O professor disse ainda que Rui Rio não vai avançar para a liderança do PSD porque “pode esperar”.

Quanto aos impostos, o comentador não acredita num aumento, mas considera que o tema é crucial para a coligação e pode mesmo ser decisivo para o seu futuro nas legislativas de 2015. Por isso, a continuação do entendimento CDS-PP/PSD vai ser discutido até ao fim de setembro entre Passos e Portas, mas não sem dificuldades. “Portas é uma espécie de enguia, Passos não sabe onde há-de pegar”, afirmou Marcelo.

Quanto ao recém anunciado manifesto pela reforma do sistema eleitoral, Marcelo diz que é uma pretensão com 30 anos e que é algo que “às direcções dos grandes partidos não interessa que se mexa”, já que estes não querem perder o controlo sobre os candidatos. Mesmo os partidos mais pequenos também rejeitam porque “sabem que os círculos uninominais significam bipolarização” dos votos, concluiu o ex-líder do PSD.

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