O Governo de Pedro Passos Coelho permitiu, em 2012, que o GSC substituisse as contrapartidas não executadas relativamente ao contrato dos submarinos dias antes de terminar o prazo para a sua concretização, prevendo que a nova contrapartida (um hotel de luxo em Albufeira) fosse, por sua vez, alterado sem qualquer penalização.

De acordo com o contrato celebrado dia 1 de outubro entre o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e o GSC, entregue na comissão parlamentar de inquérito a sete contratos de reequipamento militar pelo atual titular da Economia e a que o Observador teve acesso, o prazo legal do contrato de contrapartidas foi “prorrogado por quatro anos” nesse momento e o GSC reservou-se “a possibilidade de modificar ou substituir as operações de contrapartidas”. No ponto 5 do acordo, lê-se ainda que “não serão aplicáveis as cláusulas do contrato de contrapartidas relacionado com a substiuição de contrapartidas”.

Na realidade, o projeto do Alfamar nunca veio a arrancar e foi já com o atual ministro, António Pires de Lima, substituído por um projeto de energia eólica.