Contam-se mais de 60 anos desde que fotografias altamente sugestivas de uma it girl chegaram à esfera pública, muito à semelhança do escândalo recente que envolve imagens nuas de algumas celebridades, Jennifer Lawrence incluída (a atriz já pediu uma investigação). À data, uma Marilyn Monroe de 23 anos, desesperada por trabalho, posava nua para a lente do fotógrafo Tom Kelley. Estávamos em 1949 — a estrela recebeu cerca 50 dólares pelo trabalho (38 euros) –, mas só em 1952 duas das imagens foram tornadas públicas, aparecendo num calendário apelidado de Golden Dreams. É o Buzzfeed que recorda a história e faz a comparação entre Monroe e Lawrence, alegando que o sucedido não nos vai fazer pensar de forma diferente da atriz já premiada com um Óscar.

Se ao início as imagens de Monroe apenas levantaram alguma especulação — dizia-se que a rapariga no calendário era parecida com a celebridade em questão –, mais tarde a verdadeira identidade foi descoberta. Foi aí que a atriz tomou as rédeas da situação e conduziu a sua própria estratégia de relações públicas. À imprensa disse não estar arrependida, explicando que não tinha feito nada de errado e que, então, passava fome e estava atrasada na renda (além de que pediu para que a mulher do fotógrafo estivesse presente durante toda a sessão). O Buzzfeed explica que a reação de Monroe foi brilhante e, ao mesmo tempo, simples:  “Ela riu, ela sorriu, neutralizando por completo o poder destruidor de carreira daquelas fotos”.

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Até então, foram vários os famosos que passaram por situações semelhantes, sendo que em alguns dos casos as imagens acabaram por impulsionar a carreira — é o caso de Kim Kardashian. Mas nem todos os intervenientes levaram o sucedido a bem. Faz poucos dias, o Huffington Post escreveu um artigo a recordar os rostos que estão associados a este tipo de escândalo. Taylor Swift figura numa lista de 26 indivíduos — o site Celeb Jihad publicou fotografias que alegadamente mostravam a estrela em topless. Swift foi eficaz a desmentir o sucedido. O mesmo aconteceu, em 2011, com a atriz Blake Lively, que também garantiu que as imagens em questão não lhe pertenciam.

Já Scarlett Johansson protagonizou um dos escândalos mais recentes e, possivelmente, comentados. Foi também em 2011 que algumas fotografias foram roubadas da conta pessoal de e-mail. Estas tinham como destinatário o então marido, Ryan Reynolds, mas foram parar à Internet. À Vogue, a atriz disse em entrevista que não queria ser encarada como uma vítima: “Alguém roubou-me… É doentio”. A cantora Rihanna sentiu-se igualmente indignada quando, em 2009, imagens suas começaram a circular online — os rumores dão conta de que terá sido o ex-namorado, Chris Brown, o responsável. À estação de rádio Hot 97 disse que aquilo era a pior coisa que lhe tinha acontecido.

Também Vanessa Williams sofreu na pele, embora em contextos diferentes: em 1984, fotografias nuas da atriz custaram-lhe a coroa enquanto a primeira Miss América afro-americana. As mesmas foram publicadas na edição de setembro da Penthouse e lucraram à revista cerca de 24 milhões de dólares (18 milhões de euros). Williams, por seu turno, perdeu cerca de 2 milhões de dólares (1.5 milhões de euros) em patrocinadores, de acordo com a revista People.

Mas o escândalo não se restringe apenas ao sexo feminino, até porque tanto Brad Pitt como Kanye West e Rob Lowe viram-se envolvidos em cenários idênticos.