A corrida a dois ao Planalto continua acesa. Marina Silva, a candidata presidencial do Partido Socialista Brasileiro, que substituiu Eduardo Campos, depois de este morrer num acidente de avião, continua a ameaçar o segundo mandato de Dilma Rousseff. De acordo com a Datafolha, a atual presidente, candidata do Partido dos Trabalhadores, conta com 35% das intenções de voto, enquanto Marina Silva regista 34%. Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileiro, segue na terceira posição com 14% das intenções de voto.

Em São Paulo, por exemplo, 42% dos entrevistados preferem Marina, enquanto 23% escolheram Dilma. Aécio conta apenas com 18%. No Rio de Janeiro, as contas ficam mais equilibradas: 37% para Marina, 31% para a atual presidente. Este é um empate técnico, pois a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais.

As eleições brasileiras, agendadas para 5 de outubro, deverão conhecer uma segunda volta, que colocará frente-a-frente as duas mulheres fortes do PT e PSB. Neste cenário, Marina leva vantagem sobre Dilma (48% vs. 41%), mas foi registado um recuo da primeira — 50% vs. 40%. A cavalgada de Marina Silva, que agora parece sofrer um travão, tem sido impressionante: subiu 13 pontos percentuais entre 15 de agosto e 29 de agosto. Entre 15 de agosto e 3 de setembro, os números de Dilma oscilaram pouco: 36, 34, 35 por cento. Aécio foi quem mais perdeu no mesmo período: seis pontos percentuais (20% para 14%).

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Um dado curioso desta sondagem é o facto de 30% dos entrevistados não indicarem candidatos espontaneamente. Ou seja, precisam que alguém lhes dite os nomes ou os lembre. Nesta modalidade, é Dilma quem vence a corrida, com 27% das intenções de voto, contra 24% de Marina Silva.

Esta sondagem foi realizada em 2 e 3 de setembro e contou com entrevistas a cerca de dez mil eleitores, que estavam espalhados por 361 cidades brasileiras.