Um touro foi hoje à tarde abatido na vila medieval de Monsaraz, no Alentejo, no final de um espetáculo com touro de morte autorizado pela primeira vez pela Inspeção-geral das Atividades Culturais (IGAC).

A estocada final foi dada cerca das 19:50, depois de o touro, à semelhança de anos anteriores, ter sido laçado e preso ao muro da arena improvisada, na antiga praça de armas do castelo de Monsaraz, histórica povoação localizada nas margens da albufeira de Alqueva, no concelho de Reguengos de Monsaraz.

Na sequência da autorização dada pela IGAC, na sexta-feira, o animal já não foi coberto hoje por um pano escuro, no momento em que foi abatido, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores.

Os promotores da novilhada popular sempre reivindicaram o mesmo regime de exceção concedido a Barrancos em 2002, tendo, mais tarde, recorrido a providências cautelares e a ações administrativas para tentar legalizar o espetáculo.

Na sexta-feira, a IGAC concedeu, pela primeira vez, autorização para a realização do espetáculo com touro de morte em Monsaraz, na sequência de duas decisões em tribunal que já tinham transitado em julgado”, explicou à agência Lusa o presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, José Calixto.