Os suecos foram chamados este domingo a votar nas eleições legislativas e puseram fim a oito anos de Governo de centro-direita. Como consequência, o primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt apresentou a demissão do cargo e também da liderança do partido.

Com os votos quase todos contados, o partido com mais votos – 31% – é o dos sociais democratas (centro-esquerda), de Stefan Lofven. Coligados com o Partido de Esquerda e com Os Verdes soma 43,7% dos votos, contra os 39,3% conseguidos pela coligação encabeçada pelo primeiro-ministro, de acordo com a agência Reuters.

Para que cada uma das coligações pudesse alcançar a maioria absoluta teria de coligar-se com o partido que resta: os Democratas, da extrema-direita, que de acordo com o Wall Street Journal foram o terceiro partido mais votado, com mais de 10%. O que coloca a Suécia num impasse, já que nenhuma das coligações considera esse caminho.

A campanha dos Democratas suecos centrou-se na mensagem anti-imigração. Apesar de economicamente estável, a Suécia tem atualmente 8% de desemprego, com os jovens e os imigrantes a serem os mais atingidos. Os pedidos de asilo que chegam da Síria e de países vizinhos podem alcançar os 80.000 este ano. A subida da extrema-direita parece mostrar que os suecos começam a questionar o papel do país como “potência humanitária”, como no passado lhe chamou Fredrik Reinfeldt.

Após os resultados, o primeiro-ministro Reinfeldt anunciou a demissão. “Foram anos fantásticos em que a Aliança foi responsável pela Suécia”, disse aos seus apoiantes, acrescentando depois que também se irá demitir da presidência do partido.

Os sociais-democratas, com Stefan Lofven como provável futuro primeiro-ministro, prometeram apostar na educação, na criação de emprego e no Estado social. Por outro lado, vão aumentar os impostos da restauração, dos bancos e dos mais ricos.