Nada muda a cada jogo que passa. Além dos 22 que andam aos pontapés na bola, há sempre seis homens no relvado: um com o apito e a responsabilidade de tudo decidir; dois com uma bandeira na mão; outros dois junto às balizas e um último que fica de olho nos bancos de suplentes e de atento às substituições. Ou seja, há seis árbitros por cada jogo da Liga dos Campeões. Mas o Chelsea-Schalke 04 desta quarta-feira corria o risco de não ter nenhum.

Antes de arrancar a fase de grupos, a UEFA nomeou os árbitros para cada encontro. Para este — que conta para o grupo G, onde está o Sporting –, a entidade decidiu que o homem do apito seria Milorad Mazic. Quem? Um sérvio, de 41 anos, já habituado a estas andanças, que no último Mundial até apitou o 0-4 com que a seleção portuguesa se estreou, frente à Alemanha.

Estando no seu país, Mazic e os cinco assistentes teriam que se deslocar até Londres, casa do Chelsea. Como a Sérvia não pertence à União Europeia, os árbitros tinham que pedir um visto para conseguirem entrar em Inglaterra. Optaram por fazê-lo na Embaixada do Reino Unido em Varsóvia, na Polónia, onde apresentaram os seus passaportes.

Se tudo corresse como planeado, a embaixada aprovaria o pedido e enviaria os vistos e passaportes para Belgrado, antes de Milorad Mazic embarcar num voo rumo a Londres. O problema é que eles não chegaram a tempo, adiantou o Bportal, um diário bósnio, desvendando a história que o Novosti aprofundou. De acordo com este jornal croata, a embaixada britânica chegou a enviar os passaportes a tempo, pelo correio, mas estes acabaram por se perder pelo caminho.

Com o atraso, Mazic e os assistentes não chegariam a tempo da partida. Como tal, a UEFA teve de arranjar uma solução — e foi buscá-la à Croácia. A equipa de arbitragem que estará no Chelsea-Schalke 04 será liderada por Ivan Bebek, de 37 anos, que fora escolhido para apitar na quinta-feira o Borussia Mönchegladbach-Villarreal, a contar para a Liga Europa.