É preciso acabar com a ideia de que as mulheres são perseguidas, atacadas e violadas por culpa das próprias. Da mesma forma que é necessário deixar de acreditar que se não for connosco não temos nada a ver com o assunto. A campanha “It’s on us” (“Cabe-nos a nós”) foi lançada esta sexta-feira nos Estados Unidos pela Casa Branca, mas a mensagem é universal: temos de assumir um compromisso para evitar mulheres e homens sejam vítimas de violência sexual, lê-se no site Mic.com. “Cabe a todos nós rejeitar a tolerância silenciosa da agressão sexual e recusarmo-nos a aceitar o que é inaceitável”, disse o presidente norte-americano Barack Obama.

O compromisso nos Estados Unidos vai mais longe e pretende envolver especificamente os estabelecimentos de ensino, respetivos diretores e alunos por causa de um estudo publicado em janeiro deste ano que indica que uma em cada cinco mulheres foi violada enquanto andava na faculdade. O relatório referia ainda que os menores correm um risco acrescido: cerca de metade das sobreviventes de violação foram abusadas antes dos 18 anos e um quarto dos rapazes foi violado antes de completar 10 anos. Um terço das mulheres que são violadas em criança voltam a sê-lo depois de já serem adultas. “Ainda não condenamos a agressão sexual tão alto como devíamos. Arranjamos desculpas. Olhamos para o lado”, acusou Obama.

No site da campanha apela-se ao compromisso e propõem-se 13 medidas que cada pessoa deve tomar para evitar que alguém seja agredido sexualmente.

A promessa

Eu prometo:
– reconhecer que o sexo não consentido é uma agressão sexual
– identificar situações nas quais a agressão sexual possa acontecer
– intervir nas situações em que o consenso não foi ou não pode ser dado
– criar um ambiente em que a agressão sexual não é aceitável e onde os sobreviventes são apoiados

As dicas

– não fiques parado. Se vires alguma coisa suspeita intervém da forma que te seja possível
– confia no teu instinto. Se alguma coisa te parecer errada é porque provavelmente está
– se achares que alguém precisa de ajuda, pergunta-lhe diretamente
– se vires alguém demasiado intoxicado para poder ter discernimento sobre uma situação alerta os amigos da pessoa
– acima de tudo, nunca culpes a vítima