Os combatentes do grupo fundamentalista Estado Islâmico atacaram uma base do exército iraquiano, a oeste de Bagdad, matando 40 soldados e capturando entre 70 e 80 militares, informou um general iraquiano. Segundo o general Rachid Fleih, citado pela agência francesa AFP, o ataque, levado a cabo por seis terroristas-suicida do grupo radical sunita, registou-se na base de Saqlawiyah, no domingo, o mesmo local onde cinco dias antes tinham feito explodir uma ponte, isolando-o. Simultaneamente, de acordo com a mesma fonte, os fundamentalistas plantaram bombas ao longo da estrada que conduz à base, dificultando o envio de reforços de segurança e obrigando os soldados a combaterem a partir do interior da base.

Por outro lado, pelo menos 30 combatentes do Estado Islâmico morreram esta segunda-feira, num ataque aéreo de helicópteros do exército iraquiano à localidade de Duluiyah, a 90 quilómetros a norte de Bagdad, segundo disse à agência espanhola Efe uma fonte da polícia local. No ataque, dirigido contra militantes do Estado Islâmico que se reuniam perto do aeroporto, também foram destruídos dois tanques e dez veículos armados com metralhadoras.

A comunidade internacional tem repetidamente acusado o Estado Islâmico de crimes de guerra e contra a humanidade, desde que em junho o grupo armado fundamentalista começou a controlar vastas zonas do Iraque e da Síria, onde diz pretender instaurar um “califado islâmico”. Na sequência da progressão do Estado Islâmico no Norte do Iraque, que já causou milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados e refugiados, os Estados Unidos desencadearam, a 8 de agosto, uma operação com raides aéreos contra as posições do grupo, num apoio às forças curdas e iraquianas, predominantemente xiita. A França já se juntou, no terreno, aos esforços de combate aos fundamentalistas.

Segundo a missão das Nações Unidas no Iraque, só em agosto morreram pelo menos 1.420 pessoas e 1.370 ficaram feridas em atos violentos e terroristas.