Primárias No PS

Godinho de Matos diz que não é porta-voz dos fundadores do PS

Fundador do PS não quer comentar o facto de Seguro ter sugerido o seu nome como exemplo de "promiscuidade" entre política e negócios. Mas porta-voz dos fundadores, diz que nunca foi.

Diana Quintela

Nuno Godinho de Matos, fundador do PS e ex-administrador não executivo do BES, que ontem à noite foi tema do debate entre os dois candidatos às primárias socialistas, recusou-se a comentar as acusações feitas por António José Seguro. Respondendo ao Observador sobre a forma como o secretário-geral do partido o identificou, disse apenas que nunca foi “porta-voz dos fundadores do PS”. “Não me conheço essa qualidade”, disse.

O nome de Godinho de Matos surgiu quando o jornalista João Adelino Faria pediu a António José Seguro que concretizasse as acusações que tem vindo a fazer sobre aquele que diz ser o “partido invisível”, e foi um dos pontos de maior rutura entre os dois socialistas.

“Se quer nomes, dou-lhe um nome”, disse Seguro: Nuno Godinho de Matos, “o porta-voz dos fundadores do PS” que já manifestou o seu apoio a António Costa, e que o secretário-geral do PS disse ser um exemplo dessa “promiscuidade” entre política e negócios. Em causa está o facto de este fundador do partido socialista ter sido administrador não executivo do BES durante os últimos anos e ter admitido, numa entrevista ao jornal i no início deste mês, ter sido nomeado por razões políticas e ter admitido nunca ter falado em qualquer reunião da administração. Isto a par de ter sido advogado da empresa germânica “Ferrostaal”, vendedora dos submarinos ao Estado português, e ter apoiado o candidato do PSD nas últimas autárquicas em Oeiras – pontos referidos, um a um, por Seguro.

Contactado pelo Observador, Godinho de Matos recusou-se a prestar qualquer declaração sobre o caso. Questionado sobre a forma como Seguro o identificou, enquanto porta-voz dos fundadores, disse apenas que nunca “foi porta-voz” dos fundadores do partido, nunca se viu “nessa qualidade”.

Este foi um dos momentos mais tensos do debate, com António Costa a reagir, dizendo que a atitude do adversário foi “muito feia” por querer “atacar-me a mim em função do que fazem os meus apoiantes – ainda por cima ‘ad hominem'”.

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