O Bloco de Esquerda acusou esta quarta-feira o Governo de gastar “demasiado dinheiro na banca”, faltando-lhe depois para investir no Serviço Nacional de Saúde (SNS), nomeadamente no recrutamento de profissionais.

O líder do bloco de Esquerda João Semedo deslocou-se esta quarta-feira de manhã ao hospital de São José para mostrar a “solidariedade” do partido com a greve nacional dos enfermeiros, que hoje começou.

João Semedo expressou ainda a “preocupação do BE” com a situação que se vive no SNS: “O Governo gasta demasiado dinheiro na banca e falta-lhe dinheiro para investir no SNS. A maior riqueza do SNS são os profissionais; o SNS precisa de profissionais em número suficiente e com condições de trabalho que deem garantias de qualidade e de bom desempenho”.

Aos jornalistas, o líder do bloco repetiu ainda os argumentos do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses: a carência de profissionais e a situação de exaustão em que se encontram.

“No ano em que se celebram 35 anos do SNS, esta greve é também em defesa do SNS. É um apelo para que o Governo decida a favor do SNS”, considerou Semedo.

Para o Bloco de Esquerda, as promessas do Governo quanto aos problemas dos enfermeiros são uma “pequeníssima gota de água num oceano enorme de carência de profissionais”.

Os enfermeiros portugueses cumprem hoje o primeiro de dois dias de greve nacional contra a “grave carência” de profissionais nas unidades públicas de saúde e pela dignificação da profissão e da carreira de enfermagem.

Para o SEP, “a grave carência de enfermeiros em todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não se minimiza com a contratação de apenas mais 700 enfermeiros, em 2015, além dos mil já anunciados a 18 de setembro”.

Na terça-feira, o Ministério da Saúde veio lamentar o que considera ser a “banalização da greve”, sublinhando ainda ter-se comprometido com a “autorização de contratação de mais de 1700 enfermeiros no período de outubro de 2014 a outubro de 2015”.