Rádio Observador

País

Mãe, tenho comichão na cabeça! Nove informações que deve reter sobre os piolhos

609

Piolhos aderem mais a cabelos limpos, mas falta de higiene agrava infestação. Só produtos químicos matam piolhos e lêndeas, mas há alternativas para peles sensíveis. Dicas de uma dermatologista.

Melhor forma de prevenir: inspecionar a cabeça do seu filho uma vez por semama

Getty Images

O seu filho já apareceu em casa com piolhos? E da creche ou da escola, ainda não chegou nenhum e-mail ou informação dos cuidados que deve ter para que a sua criança não apanhe este parasita? Esther Jiménez Blasco, dermatologista do hospital de Guadalajara, em Espanha, dá-lhe uma ajuda através de nove dicas, desfazendo mitos, sobre os piolhos. As informações foram publicadas no ElMundo.

1. Não saltam de cabeça em cabeça.

Os piolhos não têm asas, por isso não andam a saltar de cabeça em cabeça. Este parasita pega-se pelo contacto direto, se encostar a cabeça à cabeça de outra pessoa, ou através de objetos infetados como os pentes, as escovas ou mesmo acessórios.

2. Os piolhos preferem cabelos limpos, mas a falta de higiene não é amiga do tratamento.

Segundo a dermatologista Esther Jiménez Blasco, os piolhos aderem melhor aos cabelos limpos, sem gordura ou resíduos. No entanto, a falta de higiene pode, depois, favorecer o aparecimento de infeções mais graves. Mais, lavar e pentear o cabelo permite expulsar alguns parasitas do couro cabeludo.

3. Os cabelos compridos são mais propícios aos parasitas.

Os cabelos compridos são também maiores transmissores de piolhos, daí as raparigas serem sempre mais afetadas que os rapazes. Cabelo longo facilita o contacto com outras cabeças. A especialista diz que também são as meninas que pior respondem aos tratamentos. O ideal é cortar o cabelo a cada vez que são detetados parasitas. Não se preocupe. Ele cresce.

4. Os tratamentos com químicos são os mais eficazes.

Até pode tentar recorrer a terapêuticas naturais, mas dificilmente conseguirá acabar com os parasitas. Segundo a dermatologista, os pediculicidas são os tratamentos mais eficazes para matar piolhos e lêndeas. E mesmo assim dificilmente acabam com eles a 100%. Terá que repetir o tratamento sete ou dez dias depois.

5. Loção ou creme, melhores que o champô.

O tratamento deve ser complementado com um pente fino, com o qual deve retirar os parasitas do cabelo.

6. Existem alternativas.

Se o tratamento aos parasitas for ineficaz ao fim de três utilizações, pode sempre experimentar mudá-lo. Para “infestações massivas”, há preparados que podem ser feitos por prescrição médica, como a Ivermectina o Cotrimoxazol.

7. Solução natural: o vinagre.

Já tinha ouvido falar em tratar piolhos e lêndeas com vinagre? Não é um mito, mas a especialista espanhola, Jiménez Blasco, recomenda que seja misturado com água (uma medida de vinagre e duas de água). Esta solução vai permitir desprender as lêndeas. Colocar vinagre diretamente no couro cabeludo pode provocar irritação.

8. Para couros cabeludos sensíveis.

Existem preparados à base de Dimeticona ideais para peles que não suportam produtos químicos.

9. E a prevenção?

A única forma de prevenir é estar atento. A especialista recomenda que se passe um pente fino semanalmente, de preferência à sexta-feira para fazer o tratamento durante o fim de semana. Há quem defenda que o óleo de citronela ou de árvore do chá podem prevenir o aparecimento de parasitas, mas isso não está comprovado. Não deve recorrer a produtos químicos para prevenir uma infestação.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: ssimoes@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)