Ben Bradlee não foi um qualquer editor de jornal. Foi o editor principal do Washington Post que supervisionou Carl Bernstein e Bob Woodward na cobertura do caso Watergate. O homem descrito por muitos como “tudo o que um editor deve ser”, morreu esta terça-feira aos 93 anos de idade.

Os jornalistas do caso Watergate, Woodward e Bernstein, reunidos com a Publisher, Katharine Graham, e Ben Bradlee

Os jornalistas do caso Watergate, Woodward e Bernstein, reunidos com a publisher, Katharine Graham, e Ben Bradlee

Na notícia da morte, o jornal que dirigiu durante 26 anos fez questão de dizer que Ben Bradlee tinha “guiado a transformação do Post em um dos principais jornais do mundo, morreu a 21 de outubro na sua residência em Washington, de causas naturais”.

O Washington Post recorda que desde que chegou à redação do jornal em 1965, Bradlee tinha como intenção fazer um jornal novo e diferente dos diários existentes, combinando “novas histórias” com artigos que à época estavam apenas nas melhores revistas.

Foi o que acabou por acontecer no caso Watergate, que levou à demissão de Nixon.

Numa frase o jornal sintetiza: Ben Bradlee foi “o mais célebre editor de jornais da sua era”.

"A Good Life", a excelente autobiografia de Ben Bradlee

“A Good Life”, a excelente autobiografia de Ben Bradlee

Ben Bradlee nasceu em 1921 no seio de uma família de Boston, no estado norte-americano de Massachusetts. Depois de se formar em Harvard, foi diretor de comunicações da Marinha durante a Segunda Guerra Mundial.

A morte de Bradlee acontece quase um ano depois de ter recebido das mãos do Presidente norte-americano Barack Obama a medalha da liberdade.