Isabel dos Santos está a ponderar prescindir de algumas das condições de sucesso definidas no anúncio do lançamento da oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Portugal Telecom que pedem a suspensão dos atos e operações para concretização da fusão entre a empresa portuguesa e a brasileira.

Em reação à indisponibilidade manifestada pelo conselho de administração da Oi para aceitar os pré-requisitos da oferta, fonte oficial da empresária angolana dá uma garantia: “Estamos neste momento a ponderar prescindir das condições elencadas nas alíneas vi, vii, viii e ix do item 14 do anúncio preliminar.” Estas alíneas dizem respeito à suspensão da combinação de negócios entre a PT e a Oi, segundo o acordo de setembro deste ano, e à alteração dos estatutos e eliminação do limite aos direitos de voto na CorpCo, empresa resultante da fusão.

Em comunicado, a Oi rejeita precisamente as condições referidas agora por Isabel dos Santos, que qualifica de inaceitáveis e confirma que “não efetuará qualquer modificação nos atos societários, contratos definitivos e demais instrumentos firmados para atender qualquer das condições estipuladas na OPA”.

Apesar de estar disposta a rever condições, a mesma fonte lamenta muito a tomada de posição da Oi, “sem ponderar devidamente a proposta de criação de valor apresentada e sem sequer ouvir os stakeholders que, para além de si, estão envolvidos”.

Ainda antes de reunir o conselho de administração, onde têm lugar representantes da PT SGPS, no final de segunda-feira, já a Oi classificava a OPA de “inoportuna”.

O porta-voz de Isabel dos Santos reafirma que a OPA sobre a PT é “uma proposta de criação de valor que envolve a Oi e os seus acionistas e que permitirá a manutenção da unidade da Portugal Telecom, evitando o desmantelamento da empresa portuguesa.”

A tomada de posição não faz referência a uma eventual subida do preço, a oferta de 1,35 euros por ação da PT já foi ultrapassada em bolsa, a cotação estava a negociar a 1,43 euros, mas realça: “Acreditamos muito neste projeto e, desde que consigamos reunir vontades que o viabilizem, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para o concretizar.”