Apesar da crise, o festival não encontrou uma “diminuição de produção”, tendo-se registado 381 inscrições de filmes a concurso na Seleção Caminhos, contou Vitor Ferreira, diretor do festival, acrescentando ainda que foram inscritos cerca de 80 filmes na Seleção Ensaios – secção destinada a películas produzidas em contexto académico.

Na sessão de abertura, será exibido o documentário “E agora? Lembra-me”, de Joaquim Pinto, que ganhou o prémio de melhor filme, no DocLisboa 2013, e o Prémio Especial do Júri do Festival de Locarno, entre outras distinções, e a “curta” “Inverno no Jardim”, de Ricardo Espírito Santo.

Os filmes “Alentejo, Alentejo”, de Sérgio Tréfaut, “Virados do Avesso”, de Edgar Pêra, “Pára-me de repente o pensamento”, de Jorge Pelicano, “I Love Kuduro”, de Mário Patrocínio, “Branco”, de Luís Alves, e “Lápis Azul”, de Rafael Antunes, são algumas das obras que estarão em exibição na secção de competição do festival.

O festival termina com a exibição do filme “É o Amor”, de João Canijo, antes da entrega dos diferentes prémios aos filmes a concurso.

A programação do festival é dividida este ano por diferentes “temáticas”, dando “pistas de interpretação ao público”, afirmou Vitor Ferreira. “Preconceito e Cegueira Moral”, “Sonhar e Ficcionar em Português”, “Gerações em Revolta”, “Humor em Português” e “Terror e Fantástico” serão alguns dos temas.

Ao todo, estão selecionadas 10 longas-metragens, 33 curtas, 13 documentários, sete animações e ainda 37 filmes da seleção Ensaios. As películas em exibição foram todas produzidas nos últimos dois anos, de forma a envolver as obras que iriam concorrer em 2013, ano em que não houve festival por falta de apoios financeiros.