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Portugal subiu dois lugares e estacionou em 31.º lugar na perceção da corrupção

Mas pouco. Numa escala de zero a 100, o setor público português registou 63 pontos, subindo dois lugares no ranking (31.º em 175 países). "Tem pouco significado", diz diretor executivo do TIAC.

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NUNO VEIGA/LUSA

NUNO VEIGA/LUSA

Portugal classificou-se em 31.º na perceção da corrupção no setor público em 2014, revela o barómetro anual da Transparência Internacional, organização não-governamental contra aquele fenómeno, que avaliou um conjunto de 175 países em todo o mundo.

Relativamente a 2013, a perceção da corrupção em Portugal subiu dois lugares este ano, para se fixar com 63 pontos, na escala de zero a 100 pontos, um intervalo que vai desde o entendimento de país altamente corrupto até à existência de elevado grau de transparência.

“Esta subida de dois lugares tem, infelizmente, pouco significado. A nível de pontuação, Portugal melhorou um ponto, recuperando o resultado que tinha em 2012”, notou o diretor executivo da Transparência e Integridade – Associação Cívica (TIAC), a representação portuguesa na Transparência Internacional.

João Paulo Batalha esclareceu que o registo de Portugal mostra que se chegou “ao limite daquilo que conseguiremos melhorar sem adotarmos uma estratégia coerente e continuada para o combate à corrupção em Portugal”.

Em referência à Operação Labirinto, relacionada com a concessão de vistos dourados e que resultou na detenção de altas figuras do Estado, e à prisão preventiva do ex-primeiro-ministro José Sócrates, o diretor executivo da TIAC assinalou que “os escândalos recentes revelam bem a fragilidade” de Portugal.

João Paulo Batalha considerou mesmo que os recentes casos judiciais, com indícios de corrupção e também branqueamento de capitais e fraude fiscal, “poderão ter um impacto muito negativo na reputação internacional” de Portugal e tal “poderá refletir-se no índice de 2015”.

“Temos um ano para provar que o nosso país está empenhado em combater a corrupção, dando à Justiça os meios necessários para atuar e criando mecanismos de integridade pública que assegurem uma economia mais limpa e uma sociedade mais justa, onde todos tenham a oportunidade de trabalhar, investir e criar riqueza sem recorrer a esquemas de facilitismo, acesso indevido e corrupção”, sustentou.

Portugal é o 17.º país europeu no relatório de perceção de corrupção, sendo precedido por países como Dinamarca, Finlândia, Suécia, Noruega, Suíça, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Islândia, Reino Unido, Bélgica, Irlanda, Áustria, Estónia, França e Chipre.

O barómetro de 2014 da Transparência Internacional apresenta a Dinamarca e a Nova Zelândia como os países em que é menor a perceção de corrupção e Coreia do Norte e Somália como nações altamente corruptas.

Para a elaboração deste relatório anual, a Transparência Internacional utiliza dados de instituições independentes especializadas em análises sobre governabilidade e ambiente de negócios.

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