Uma procuradora do Tribunal Penal Internacional anunciou esta sexta-feira que foram retiradas as queixas contra o presidente do Quénia, acusado de crimes contra a Humanidade na sequência da onda de violência pós-eleitoral de 2008. “A acusação retirou as queixas contra Kenyatta”, declarou a procuradora, Fatou Bensouda, através de uma nota oficial do Tribunal Penal Internacional (TPI).

O documento refere que não existem provas “razoáveis” que possam envolver Kenyatta como suposto responsável criminal pela onda de violência que se registou no país, na sequência das eleições de 2008. A atuação do TPI não exclui, no entanto a “possibilidade de poder vir a reunir novas provas contra Kenyatta”.

O presidente do Quénia, 53 anos, foi acusado de crimes contra a Humanidade pelo presumível envolvimento nos atos de violência no país e que provocaram mais de mil mortos e cerca de 60 mil deslocados. O Presidente Uhuru Kenyatta já afirmou entretanto que o TPI lhe “deu razão”, ao anunciar que a queixa foi retirada.

“Vou contar imediatamente à minha mulher”, disse Kenyatta através de uma mensagem difundida pela conta que mantém na rede social Twitter, acrescentando que vai continuar a lutar para que outros dois cidadãos do Quénia vejam também a mesma queixa retirada, nomeadamente o vice-presidente William Ruto.

As acusações de responsabilidade em assassinatos, violações e perseguições contra o presidente tinham sido confirmadas pelo TPI em 2012, antes da reeleição como chefe de Estado.