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As autoridades de Nova Deli, capital da Índia, decidiram proibir o serviço de motoristas privados Uber. A decisão chegou esta segunda-feira, depois de, na passada sexta-feira, uma jovem de 25 anos ter usado a aplicação de smartphone para chamar um táxi privado e ter sido alegadamente violada. O motorista está preso e foi esta segunda-feira a tribunal.

“Os serviços da Uber foram colocados na lista negra. Já emitimos um comunicado a dizer que as atividades da Uber ficam proibidas em Deli”, avançou o comissário especial do Departamento de Transportes de Deli, Satish Mathur, justificando a decisão com as falhas de segurança do serviço.

Este ano foram já noticiados vários incidentes relacionados com este serviço, como por exemplo um motorista que atacou um passageiro com um martelo em São Francisco (EUA) e outro que terá supostamente sequestrado uma mulher, levando-a para um quarto de motel, em Los Angeles. Na altura a empresa disse que é um prestador de tecnologia e não um serviço de transporte responsável pelas ações de seus motoristas. Mas a justificação não foi bem aceite e a Uber tem sido criticada por não fazer o suficiente para selecionar e vigiar os milhares de motoristas que vão aderindo todos os meses.

A Uber tem sido também fortemente contestada pelos taxistas um pouco por todo o mundo por concorrência desleal. A 11 de junho, foi a vez de cerca de 12 mil taxistas ingleses protestarem contra a empresa norte-americana de transporte privado.

Em Lisboa, a aplicação passou a funcionar em julho deste ano e pelo menos até setembro estava a operar ilegalmente, segundo fonte oficial do Ministério da Economia, citado pela Rádio Renascença.

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