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O grupo da Escola Secundária Alves Redol, em Vila Franca de Xira – no qual se incluía a aluna que enviou a Marcelo Rebelo de Sousa um e-mail onde denunciava que os deputados viam “raparigas avantajadas” nos computadores – foi convidado a visitar o Parlamento pela deputada do PCP Rita Rato.

“Já fui várias vezes àquela escola e surgiu o interesse dos alunos em assistir a uma sessão plenária”, afirma a deputada, explicando que os alunos foram ao hemiciclo a 20 de novembro, durante o debate sobre o Orçamento do Estado para 2015, e ficaram na galeria dos convidados, por cima das bancadas parlamentares do PSD e do CDS.

Na secção de “assistências ao plenário” do site do Parlamento não há qualquer referência à visita de alunos da Escola Secundária Alves Redol no dia 20 de novembro. Em resposta a questões do Observador, a Assembleia da República esclarece, no entanto, que “se um visitante ou um grupo de visitantes tiver sido convidado por um deputado a assistir ao Plenário e o anfitrião não tiver registado a visita, tal facto não consta da Agenda Parlamentar.” Foi o que aconteceu neste caso. A direção da escola confirmou também ao Observador a visita do grupo ao Parlamento, mas prefere não tecer mais comentários sobre o assunto que teve muito eco na opinião pública – mais do que a escola ou os alunos desejavam.

A 1 de dezembro, Marcelo levou ao seu espaço de opinião semanal a carta da adolescente de 16 anos, frequentadora do 11º ano daquela escola, em que denunciava o comportamento dos deputados no hemiciclo, que passariam o tempo, segundo a carta, “a ver raparigas avantajadas” nos seus computadores. A acusação motivou reações de alguns deputados, que duvidaram da veracidade das afirmações da aluna.

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