O número de edifícios licenciados e concluídos voltaram a cair no terceiro trimestre, face ao período homólogo, com os primeiros a recuarem 6,1% e os segundos 42,3%, divulgou, nesta sexta-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE). Segundo os dados preliminares do INE, no terceiro trimestre de 2014 os edifícios licenciados acentuaram o decréscimo face à descida de 4,5% verificada no segundo trimestre de 2014, totalizando 3,7 mil edifícios.

Nos edifícios licenciados para construções novas a diminuição foi de 10,3% (-9,3% no 2.º trimestre de 2014) enquanto no licenciamento para reabilitação se registou um decréscimo de 1,9%, face a um aumento de 2,1% no segundo trimestre de 2014). Quanto aos edifícios concluídos, registaram uma diminuição de 42,3%, para 3,4 mil edifícios, acentuando o decréscimo de 35,4% registado no segundo trimestre de 2014.

De acordo com o INE, na conclusão de edifícios para construções novas observou-se uma diminuição de 47,7% face ao terceiro trimestre de 2013, enquanto nas obras de reabilitação se registou um decréscimo de 28,9% (-24,7% no 2º trimestre de 2014). Do total de edifícios licenciados de julho a setembro, 57,9% corresponderam a construções novas e, destas, 59,2% destinaram-se a habitação familiar.

A região de Lisboa registou a subida homóloga nos edifícios licenciados, impulsionada pela “forte variação positiva” nos edifícios licenciados para obras de reabilitação, tendo as restantes regiões apresentado variações homólogas negativas nos edifícios licenciados, com destaque para a Madeira (-30,3%).

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Em comparação com o trimestre anterior as obras concluídas para construções novas decresceram 10,7% e as obras de reabilitação 4,7%, enquanto o licenciamento para construções novas registou um decréscimo de 4,1% e as obras de reabilitação registaram uma diminuição de 6,9%.

As regiões de Lisboa (+6,4%) e Algarve (+3,9%) apresentaram subidas homólogas no licenciamento para construções novas. No que respeita ao licenciamento para reabilitação de edifícios apenas as regiões de Lisboa e dos Açores apresentaram uma variação homóloga positiva.

Face ao terceiro trimestre de 2013, os fogos licenciados em construções novas para habitação familiar registaram uma redução de 10,9%, correspondendo a uma melhoria de 2,1 pontos percentuais face à variação registada no trimestre anterior (-13,0%).

As regiões do Algarve, Madeira e Lisboa apresentaram crescimentos homólogos de 42,2%, 14,3% e 11,8% respetivamente, sendo que todas as restantes regiões apresentaram variações homólogas negativas, com a região do Alentejo a registar o maior decréscimo (-34,7%).

De julho a setembro, o INE dá conta de uma diminuição homóloga de 11,9% no total da área licenciada: O Centro, Alentejo e Lisboa registaram variações homólogas positivas, sendo a mais elevada no Centro (31,7%), mas em todas as restantes regiões houve um decréscimo nesta variável, com destaque para a Madeira (-80,8%), decorrente do licenciamento de um empreendimento turístico com elevada área total no período homólogo.

No que diz respeito às obras concluídas, no 3.º trimestre o total de edifícios concluídos (construções novas, ampliações, alterações e reconstruções) diminuiu 42,3% face ao 3.º trimestre de 2013, estimando-se que dos 3,4 mil edifícios concluídos a maioria (64,4%) tenha correspondido a construções novas, das quais 3,3% tiveram como destino habitação familiar.

O número de edifícios concluídos diminuiu em todas as regiões, com especial destaque para as regiões da Madeira (-60,4%) e de Lisboa (-56,5%). Em todas as regiões houve reduções nas obras concluídas para construções novas, enquanto, no que respeita às obras de reabilitação, apenas na região dos Açores se registou um ligeiro acréscimo (+9,1%) face ao 3.º trimestre de 2013.

No 3º trimestre de 2014 o número de fogos concluídos em construções novas para habitação familiar registou uma variação homóloga de -59,7%, correspondendo a uma diminuição de 8,3 p.p. face à variação homóloga registada no trimestre anterior (-51,4%). Todas as regiões apresentaram variações negativas, com especial destaque para as regiões de Lisboa (-79,1%) e da Madeira (-73,4%).