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A morte de Kim Jong-un pelas lentes da Sony

Este artigo tem mais de 5 anos

A cena do filme "The Interview", onde é retratada a morte do líder norte-coreano, Kim Jong-Un, foi divulgada na Internet, depois da Sony ter cancelado a estreia do filme.

Os últimos segundos de vida de Kim Jong-un (Randall Park) no filme "The Interview"
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Os últimos segundos de vida de Kim Jong-un (Randall Park) no filme "The Interview"

Os últimos segundos de vida de Kim Jong-un (Randall Park) no filme "The Interview"

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Kim Jong-un (Randall Park) segue num avião, aparentemente em fuga. Em slow-motion, vemos um míssil, presumivelmente lançado pelos dois jornalistas recrutados pela CIA para assassinar o líder norte-coreano, Dave Skylark (James Franco) e Aaron Rapaport (Seth Rogen), prestes a atingir a aeronave. A música de Katy Perry, “Fireworks” (“Fogo-de-Artifício”, em português), acompanha a cena. O grand finale acontece com a explosão do avião e é preenchido com imagens de Kim Jong-un a desaparecer por entre as chamas.

Estas imagens são do filme “The Interview” e surgiram na internet depois de a Sony ter decidido cancelar a estreia da película, prevista para o dia de Natal. O novo título tem estado no centro da polémica, desde o momento em que o seu trailer foi tornado público: a Coreia do Norte prometeu uma “retaliação impiedosa” e avisou que a estreia do filme seria “um ato de guerra”.

Depois, surgiu um grupo de hackers, autointitulado Guardians of Peace, que roubou cerca de uma centena de terabytes de informação confidencial da Sony, num ataque informático sem precedentes. As principais suspeitas davam conta de que o grupo teria ligações ao país de Kim Jong-un – fontes do FBI já terão confirmado à Fox News essas suspeitas.

Face às ameaças dos hackers, que prometeram atingir os cinemas onde o filme fosse exibido, num ataque com proporções semelhantes às do 11 de setembro, a Sony decidiu cancelar a estreia de “The Interview”, marcada para 25 de dezembro, sem avançar com qualquer outra data.

O estúdio escreveu, num comunicado emitido na quarta-feira à noite, estar “profundamente triste” e “extremamente desapontado” pela decisão que tiveram de tomar – a maioria das salas de cinema optou por não exibir o filme. Ainda assim, a Sony reafirmou a vontade de lutar pelo “direito à liberdade de expressão” dos seus realizadores e produtores.

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