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No último ano, mais de vinte adolescentes deixaram o Reino Unido para se juntarem ao Estado Islâmico na Síria, refere o jornal britânico Telegraph. Em entrevista ao canal um da BBC, Helen Ball, da Cooperação Nacional de Contraterrorismo, apelou às autoridades para que se mantenham vigilantes.

Na entrevista ao Andrew Marr Show, Helen Ball disse que pelo menos 22 jovens saíram do país durante o ano passado para se juntarem ao Estado Islâmico. Mais de metade delas tinha menos de 18 anos, sendo que as últimas cinco a viajarem para a Síria tinham 15 ou 16 anos. A comissária afirmou ainda que, no total, 60 mulheres e jovens britânicas já se tinham juntado ao grupo terrorista.

Ball admitiu que o número de jovens que tem viajado para a Síria é “um problema cada vez maior, que é realmente preocupante”. A comissária apelou a todos os envolvidos que permaneçam “alerta e vigilantes”. “Estas mulheres e raparigas são cuidadosamente preparadas para a viagem, de modo a que não sobressaiam”, disse. “Elas viajam por rotas pouco usuais, o que torna muito difícil encontrá-las”, explicou.

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Em relação aos homens, acredita-se que o número é muito maior. De acordo com o Independent, em 2013, foram feitas 25 detenções devido a crimes relacionados com a Síria. Em 2014, esse número subiu para 165.

Kalsoom Bashir, co-diretora da organização contraterrorista Inspire, também em entrevista ao Andrew Marr Show, disse que o número de mulheres que se juntaram ao Estado Islâmico é “chocante, mas não é surpreendente”. Bashir explicou que o grupo organiza uma “campanha muito específica”, dirigida a jovens muçulmanas vulneráveis. Esta procura apelar a sentimentos como “a injustiça, a isolação, a alienação”, e à luta entre a necessidade de corresponder às “expectativas culturais e às exigências da sociedade liberal”.