Mais estabilidade, mais capacidade para atrair e reter talento, mais transparência, mais apostas nas novas plataformas e no multimédia. A RTP “deve ser a melhor empresa de comunicação em Portugal” para se trabalhar. Este é o enquadramento geral que consta no contrato de concessão de serviço público de rádio e televisão entre o Governo, o Conselho Geral Independente e o Conselho de Administração da RTP. O documento foi assinado esta sexta-feira e traça as linhas gerais da nova RTP que se está a desenhar.

O ministro Poiares Maduro prometeu “maior prudência” ao falar da RTP, para que a desejada “independência” seja percetível pelos cidadãos. Gonçalo Reis pede “estabilidade, estabilidade, estabilidade”. Ressalva que estabilidade não significa ficar parado. Significa produtividade na tarefa de cada um, logo, produtividade constante na RTP. Significa “fazer melhor e fazer diferente”.

Ao mesmo tempo, ambos compreendem que a RTP seja tema de conversa na sociedade, admitindo o ministro que isso é um sinal positivo da importância da empresa em Portugal. “Costumo dizer que em Portugal há dois tipos de treinadores de bancada, os que falam de futebol e os que falam da grelha da RTP”. Poiares Maduro enunciou os cinco pilares que definem este contrato de serviço público:

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Quanto a propostas concretas em termos de conteúdos, formatos ou projetos, Gonçalo Reis é prudente. Aos meios de comunicação social, diz apenas que vão ser feitas “as mudanças necessárias para a empresa funcionar melhor”. “Não mudamos pessoas por mudar pessoas”, reforçou.

Uma das grandes apostas da nova administração estará nas “novas plataformas”, ou seja, no digital. Quer-se também uma RTP mais unida. Gonçalo Reis reforça o facto de este contrato de concessão juntar a rádio à televisão, visto que, anteriormente, os dois meios estavam em contratos separados.

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Em relação ao financiamento, Gonçalo Reis lembra que a contribuição audiovisual que os cidadãos pagam cobre 80% das receitas. Os restantes 20% são gerados através de receitas comerciais (publicidade). Se o esquema de financiamento atual servirá para atingir os objetivos da nova RTP? O presidente do conselho de administração diz que a administração trabalhará com o contexto que tem.

Recorde-se que Nuno Artur Silva foi nomeado administrador com o pelouro dos conteúdos e Cristina Vaz Tomé é a nova administradora com o pelouro do financiamento.

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