Cerca de 50 anarquistas ocuparam no domingo o edifício que, em Atenas, acolhe a sede do Syriza, partido de Alexis Tsipras, o primeiro-ministro grego. O episódio serviu de protesto contra as condições das prisões de máxima segurança do país e de apoio às greves de fome que os reclusos têm efetuado no seu interior.

O grupo de anarquistas, escreveu o Kathimerini, citando a agência France-Presse, entrou no edifício e, assim que irromperam pela sede do Syriza, penduraram algumas faixas nas janelas, com mensagens de apoio aos reclusos. “Estava dentro do meu escritório, a dar a minha primeira entrevista oficial”, revelou Rania Svigou, a recém-nomeada porta-voz do partido. “Ouvi disparos e, quando terminei a entrevista e fui ver o que se passava. Disseram-nos para sairmos”, resumiu.

Nas faixas liam-se mensagens que apelavam ao encerramento das prisões de máxima segurança, do tipo C, como são conhecidas no país, e onde, alegaram os anarquistas, não se permite que os reclusos tenham contacto com as famílias.

O grupo permaneceu no edifício até quase à meia-noite (22 horas portuguesas). O Syriza não chegou a ligar para a polícia — o mesmo diário helénico lembrou que o partido de esquerda costuma criticar o uso excessivo de força das autoridades nos protestos anti-austeridade que já decorreram no país.