Das 13 ilhas que compõem o arquipélago das Galápagos no Oceano Pacífico, apenas quatro são habitadas. Mas a quantidade de animais e plantas que povoam a terra e o mar das ilhas transformaram o arquipélago num dos principais laboratórios de biologia vivos no mundo. E há um fenómeno recente: uma equipa de investigadores descobriu que 19 das 23 espécies de aves que lá habitam incluíram as flores na sua alimentação.

A alteração à dieta dos pássaros deve-se à falta de insetos que atualmente existem nas ilhas e está a contribuir para a polinização do arquipélago.

O estudo revelou que os pássaros interagiram agora com mais de 100 espécies diferentes de plantas. Em comparação com outros ecossistemas em que há interação entre flores e pássaros, as ilhas Galápagos são das que têm os maiores índices.

Mas a polinização também está a desempenhar um papel indesejado, porque os pássaros não fazem distinção entre aquelas que são as plantas nativas e as invasoras. Quando transportam o pólen de um lado para o outro, levam o das plantas que não nasceram no ecossistema. Alterando-o por completo.

Os investigadores estimam que a forte interligação que existe entre flores e aves nas Galápagos é um fenómeno das ilhas oceânicas, mas ainda não há dados que permitam obter esta conclusão. Contudo, dizem que a forma como as aves estão a procurar adaptar-se pode ser crucial para a sobrevivência das espécies de plantas e aves que habitam na região.

Afinal, as Galápagos são o berço da teoria da evolução de Darwin.