Dois anos e três meses de prisão para o atual presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, e sete anos para o seu antecessor, Sandro Rosell, por ilegalidades fiscais na contratação de Neymar. Foi isto que propôs na manhã desta segunda-feira o promotor da Audiência Nacional, José Perals, avança o El País. O diário espanhol fala ainda de uma multa de 20 milhões de euros ao clube catalão.

A confusão gira à volta a contratação de Neymar e do valor pago pelos blaugrana. Enquanto Sandro Rosell afirmava, sem nunca desarmar, que o clube teria pago 57,1 milhões de euros ao Santos, Bartomeu negou e afirmou que, afinal, os catalães haviam pago 86,2 milhões. Mas essa atualização dos valores parece não coincidir com o que as autoridades espanholas apuraram. Conclusão: o clube terá comunicado um valor muito abaixo do real, o que representa um delito fiscal grave.

O caso chegou à praça pública graças a Jordi Cases, um sócio que havia agido judicialmente contra o clube por causa da transferência. Mais tarde daria ordens ao advogado para retirar as queixas, contava o Sport em outubro de 2014, enquanto o Barcelona e Bartomeu asseguraram que não atuariam contra ele. O acordo ficou estabelecido, mas a investigação manteve-se e promete agora fazer correr muita tinta.