Aos 16 anos, Ayyan entrou para o mundo da moda e rapidamente se tornou uma das mais importantes modelos paquistanesas. Chegou até a ser apontada como a representante do Paquistão no concurso Miss Universo. A beleza levou-a também a uma carreira como cantora. No entanto, desde 14 de março, Ayyan é notícia por outras razões.
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A modelo foi detida nesse dia no aeroporto de Islamabad, capital do Paquistão, por suspeitas de lavagem de dinheiro, avança a BBC. Ayyan preparava-se para seguir viagem para o Dubai e levava consigo 500 mil dólares (cerca de 454 mil euros) — o limite legal de dinheiro que pode ser transportado para fora do país é de 10 mil dólares (cerca de 9 mil euros).
Acusada de lavagem de dinheiro, a modelo de 23 anos negou a acusação. Diz que aquele montante foi adquirido de forma legal através da venda de imóveis e afirma que não sabia das regras aduaneiras, conta o Emirates. O advogado da modelo avançou com o pedido de fiança para libertar a cliente mas tal foi negado e, neste momento, Ayyan é uma das 4500 pessoas que estão detidas na prisão de Adiala em Rawalpindi, no Paquistão.
Apesar da pena prever que possa ficar detida durante 14 anos, a modelo terá “alguns privilégios” em relação aos outros prisioneiros, está a avançar a imprensa internacional. A modelo recusa-se a comer a comida servida na prisão, só bebe sumos de fruta, está num quarto com televisão, frigorífico e “muda de vestido todos os dias”, refere a BBC citando outro jornal.
As autoridades, contudo, negam o “tratamento VIP” da modelo. Dizem que Ayyan está numa cela com mais 10 mulheres suspeitas de tráfico de droga e homicídios e só pode ver a família duas vezes por semana, tal como ditam as regras. Um dos funcionários diz mesmo que as celas privadas só são permitidas aos membros do governo e não às celebridades. As colegas do círculo da moda de Ayyan acreditam que a modelo terá sido manipulada para transportar o dinheiro e que é agora uma “vítima da sua inocência”.