O ministro da Economia, António Pires de Lima, considerou, em Cascais, que o turismo de gastronomia tem sido uma das principais ajudas para o desenvolvimento da economia nacional.

O ministro, que falava à margem da inauguração do World Food Turism Summit, um fórum internacional sobre culinária que está a decorrer em Cascais, distrito de Lisboa, sublinhou que “o turismo tem vindo a afirmar-se como um dos setores campeões da recuperação económica” e que, “de 2012 para 2014, a atividades turística cresceu quase 20% em Portugal”.

O “crescimento positivo” apontado por Pires de Lima continua a evidenciar-se, segundo o próprio, prevendo-se que Portugal tenha um crescimento de 30% no final de 2015, em relação a 2012.

“Os turistas gastam em média cerca de um terço do seu orçamento em atividades ligadas à gastronomia e, por isso, creio que faz todo o sentido este seminário mundial em Portugal e fazer desta vertente gastronómica uma vertente fundamental da nossa promoção turística”, sustentou.

Pires de Lima referiu ainda que, até 2021, espera-se um crescimento anual médio no que respeita ao turismo gastronómico.

“É possível que se ultrapasse esses números, quando o turismo cresceu 11% em volume e 18% em proveitos, só em janeiro” [de 2015], acrescentou.

José Borralho, presidente da APTECE, Associação Portuguesa de Turismo de Culinária, sublinhou, na sua intervenção, que os pratos regionais podem promover a economia, com o aumento de postos de trabalho.

O World Food Tourism Summit é tido como o evento mais importante para profissionais de turismo ligados à gastronomia e às bebidas.

O congresso, que decorre até 11 de abril no Centro de Congressos do Estoril, juntará profissionais do setor da gastronomia e especialistas na área, bem como agentes de viagens e hotelaria, associações, estudantes, entre outros.

Com quase 400 participações confirmadas, a organização aponta já o evento como “um sucesso”.