Enquanto Tsipras visitava Putin, um pouco mais a norte já se pensava no cenário de saída dos gregos na zona euro. A imprensa finlandesa dá nota esta quinta-feira de um memorando assinado pelo ministro das finanças daquele país onde está prevista a saída da Grécia da moeda única.

No documento que foi parar às páginas dos jornais, o ministro das finanças finlandês, Antti Rinne, diz que os políticos têm de estar preparados até junho para a possibilidade de haver uma falência da Grécia ou a possibilidade de aquele país continuar na zona euro. Para os finlandeses, se a Grécia insistir na ideia que não vai pagar os seus compromissos, então, isso pode levar a que com a “aprovação silenciosa de outros países” se inicie um processo de expulsão daquele país da zona euro.

Fonte oficial do ministério garantiu à Bloomberg que “em geral” é preciso trabalhar em vários cenários, mas que a ordem tem sido a de trabalhar no cenário que melhor serve o interesse dos gregos.

Nas várias hipóteses de trabalho dos finlandeses, a saída até junho é apenas um dos cenários. O outro cenário é que os gregos consigam cumprir com sucesso o programa até meio do ano e recebam um empréstimo ponte, já com o sistema bancário estabilizado ou sendo pensados instrumentos para ajudar a Grécia no regresso aos mercados.

Itália acredita em sucesso grego

Depois da visita de Alexis Tsipras à Rússia, várias foram as reações ao acordo de princípios entre gregos e russos. Tsipras falou da necessidade de uma solução europeia para o problema e tem agora o apoio de Itália. O ministro das finanças italiano, Pier Carlo Padoan mostrou-se confiante num acordo final no Eurogrupo de dia 24 de abril. “As conversações continuam. E estão a ser feitos progressos”, disse.

“Estou confiante que um acordo será alcançado na próxima reunião do Eurogrupo”, disse o italiano à televisão da Bloomberg.