O primeiro-ministro lamentou que os pilotos da TAP tenham convocado uma greve de dez dias para maio e escusou-se a responder se o Governo admite decretar uma requisição civil, como fez na altura do Natal.

“Porque é que faz essa pergunta? Eu não respondo a questões dessa natureza em cima do joelho. Eu sei também que me ia fazer essa pergunta, porque ela é tão óbvia, não é? O Governo em dezembro decretou a requisição civil em circunstâncias muito excecionais, muito excecionais”, declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, à margem de uma cerimónia sobre cultura no Centro Cultural de Belém.

Questionado sobre se esta não é uma circunstância excecional, o primeiro-ministro retorquiu: “Não vou responder a essa questão, porque o Governo nem sequer teve ainda ocasião de poder e discutir esta matéria. Portanto, não vou pré-anunciar coisa nenhuma e espero que não venham todos os dias fazer a mesma pergunta, porque não quero ter de dar sequer uma resposta a essa matéria”.