O ministro da Economia reiterou esta quarta-feira acreditar que os representantes dos pilotos nos sindicatos são “homens de palavra” e disse ser necessário esperar até 15 de maio para ver que propostas à privatização da TAP são apresentadas.

“Vamos esperar para ver. Até prova em contrário eu acredito que os representantes dos pilotos nos sindicatos são homens de palavra”, afirmou o ministro da Economia, Pires de Lima, aos jornalistas.

Em relação à desistência de um dos candidatos à privatização da TAP, Pires de Lima, que falava antes da cerimónia de apresentação da nova marca da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal com o nome Metal Portugal, disse apenas que “as propostas têm de se apresentar até ao dia 15 de maio, nessa altura [ver-se-á] que propostas vinculativas é que surgem”.

Hoje, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) acusou o presidente da TAP, Fernando Pinto, de querer “confundir e iludir os pilotos” ao imputar-lhes, “de um modo absurdo, a responsabilidade pelas consequências de atos praticados pela administração da empresa”.

“Esta comunicação visa confundir e iludir os pilotos sobre o que está agora verdadeiramente em causa e imputar-lhes, de um modo absurdo, a responsabilidade pelas consequências de atos praticados pela administração da empresa, configurando uma preocupante manifestação de irresponsabilidade”, lê-se na resposta do SPAC à carta enviada por Fernando Pinto aos pilotos.

Na carta enviada na terça-feira, Fernando Pinto acusou o SPAC de invocar “acordos” inexistentes, distorcendo ou omitindo factos, garantindo que “a TAP cumpriu rigorosamente a sua parte do compromisso assumido quanto à negociação dos domínios do Acordo de Empresa”.

Os pilotos da TAP reúnem-se esta quarta-feira em assembleia-geral para discutir o acordo assinado em dezembro com o Governo, estando em cima da mesa a possibilidade de uma nova greve, a um mês da entrega de propostas à compra do grupo.

Os pilotos reafirmam que ainda não foi reposto o vencimento de senioridade — que representa 1,5% do vencimento base por ano -, reposição com a qual, argumentam, “o Governo concordou expressamente […] no processo negocial”.