A Alemanha é o país mais procurado pelos refugiados dos Balcãs, norte de África e Médio Oriente. De janeiro a março deste ano, mais de 85 mil pessoas pediram asilo à Alemanha – mais do dobro do que em igual período do ano passado -, refere o The Wall Street Journal. Só no primeiro semestre do ano recebeu mais 42% dos pedidos de asilo do que os Estados Unidos.

Em 2014, mais de 626 mil refugiados procuraram asilo na União Europeia, um aumento de 44% em relação a 2013. A maior parte destes refugiados eram sírios e cerca de um terço procurava chegar à Alemanha. O cenário para este ano adivinha-se ainda pior. O início de 2015 foi marcado por um aumento de refugiados vindos do Kosovo, mas o número de imigrantes da Síria e do Iraque continua elevado.

As cidades alemãs têm-se tentado adaptar à chegada dos refugiados, construindo infraestruturas e fornecendo apoio social, mas o aumento do fluxo de imigrantes está a tornar a situação incomportável. Os próximos destinos para alojamento destas pessoas são os edifícios desocupados das vilas e localidades mais pequenas, o que preocupa as populações pouco habituadas à diversidade étnica.

As populações e os presidentes das câmaras municipais têm tentado, tanto quanto podem, opor-se à chegada dos refugiados. Quando não conseguem impedir que os imigrantes ocupem os edifícios esforçam-se por escolher quem vem: em primeiro lugar da lista estão as famílias dos Balcãs, no fim os jovens solteiros do norte de África. Na Alemanha de leste crescem os movimentos anti-imigração e anti-islâmicos.

Nem todos os pedidos de asilo são aceites, especialmente se os refugiados não vêm de países em guerra, e imigram antes por questões económicas. Mas até que o pedido seja recusado e os imigrantes encaminhados de volta aos respetivos países podem passar meses. A concessão de asilo e atribuição de alojamento não significa só por si a integração dos indivíduos.

Os refugiados até podem ter aulas da língua, mas em muitos casos, os alemães não tentam sequer interagir com eles.