O governo grego está a anunciar que um projeto de acordo está esta quarta-feira a começar a ser redigido pelas equipas que desde final de fevereiro tentam concluir a quinta e última avaliação do segundo resgate à Grécia. Contudo, Bruxelas diz que ainda há “divergências” a solucionar para que isso possa acontecer, enquanto que o FMI não comenta, para já.

Um projeto de acordo vai começar a ser redigido hoje em Bruxelas”, disse uma fonte do governo grego às agências noticiosas. A mesma fonte indicou que a Grécia está disposta a fazer “alterações” no sistema de pensões, mas que estas não serão “cortadas”. Além disso, o acordo prevê um reajustamento das taxas de imposto sobre o valor acrescentado (IVA) e um valor mais reduzido para o excedente orçamental primário [diferença entre receitas e despesas, excluindo juros] que é esperado de Atenas. O acordo irá, também, incluir o que a fonte grega chama de uma “solução de longo prazo” para a dívida grega.

As declarações do governo de Atenas contrastam com a cautela demonstrada esta manhã de quarta-feira, em que vários responsáveis mostraram não acreditar que seja possível chegar a um acordo até ao final da semana. Mesmo após esta declaração do governo de Atenas, que está a ter um reflexo positivo nos mercados, fonte oficial da Comissão Europeia garantiu que “ainda não se está a redigir um acordo final“, salientando que ainda há “divergências” a solucionar.

Contactado pela Bloomberg, o FMI não comenta a notícia. A fonte do governo grego garante que os representantes do FMI e os da Comissão Europeia não estão em acordo sobre várias medidas a exigir de Atenas, dando a entender que “se não fosse necessário o consentimento do FMI já teria havido um acordo“.