Yanis Varoufakis, o ministro das Finanças da Grécia, está a tornar-se mais parte do problema do que da solução, no que diz respeito a um acordo entre Atenas e os credores. A crítica é do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que em entrevista à Market News International (MNI) acusou Varoufakis de “não estar a ajudar” a que se chegue a um compromisso que salve a Grécia da bancarrota.

Lamentando que Varoufakis não esteja a ter uma atitude mais positiva, Juncker salienta, por outro lado, que o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, está a “chamar a si cada vez mais responsabilidade e a descobrir a magnitude da missão que se apresenta perante si”.

Apesar das críticas a Varoufakis, que na semana passada esteve no centro das atenções por ter gravado uma reunião recente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker mostrou alguma confiança de que será possível chegar a um acordo no início de junho, a tempo de evitar uma falha de pagamento ao FMI no dia 5. “Farei tudo para que haja um acordo no início de junho”, garantiu Jean-Claude Juncker, na entrevista citada pelo site Euro2day.gr.

Citado pela Reuters, na mesma entrevista à MNI, Juncker deixou uma mensagem de otimismo: “A minha impressão, a partir dos contactos com uma série de colegas, é que está a crescer o sentimento de que será possível evitar um incumprimento [default]”.

Yanis Varoufakis, que no início de maio deu uma entrevista ao The New York Times em que disse “raios me partam se aceitar mais austeridade“, garantiu na terça-feira que a Grécia não irá falhar o pagamento de 302 milhões de euros ao FMI no dia 5 de junho porque “haverá um acordo até lá“.

A discussão sobre algumas reformas poderá, contudo, ser “adiada” para setembro, nomeadamente as reformas do sistema de pensões e do mercado laboral. Qualquer acordo que liberte fundos para a Grécia terá, no entanto, de receber a benção das três instituições credoras, incluindo o FMI.