“Não temos, ainda, uma estratégia completa.” Foi assim que o Presidente norte-americano, Barack Obama, se referiu ao combate norte-americano contra o auto-proclamado Estado Islâmico. Para o líder dos EUA faltam “compromissos por parte dos iraquianos no que diz respeito a como é feita o recrutamento e como é que as tropas são treinadas”.

“Queremos mais tropas iraquianas treinadas, frescas, bem equipadas e concentradas. Abadi quer o mesmo, por isso estamos neste momento a rever os planos de como podemos fazer isso”, disse ainda Obama, referindo-se ao seu homólogo iraquiano, Haider al-Abadi. Ambos estiveram reunidos na segunda-feira, momentos antes das declarações do líder norte-americano.

Obama falou à imprensa a propósito da cimeira do G7, onde os líderes dos sete países mais ricos do mundo se juntam no Schloss Elmau, um hotel de luxo na região da Baviera, no Sul da Alemanha. Além dos EUA, também estão presentes nesta reunião o Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e o Reino Unido.

O presidente norte-americano sublinhou ainda a importância de haver mais muçulmanos sunitas a combater o Estado Islâmico. “Temos vistos tribos sunitas que não só querem e estão preparadas para combater o Estado Islâmico, como têm-no feito com sucesso”, disse, ressalvando, ainda assim, “que isto não tem acontecido com a velocidade necessária.”

O Estado Islâmico é, na sua raiz, sunita. Esta vertente do islamismo, mais conservadora e à qual pertence entre 85% e 90% de fiéis desta religião, é frequentemente posta em contraste com o xiismo, mais liberal.