O vencedor do concurso para a privatização da TAP pode ser conhecido já na quinta-feira. A avaliação das duas propostas consta na agenda de trabalhos do Conselho de Ministros, que se reúne a partir das 9h30, confirmou o Observador. Se o consenso for fácil, a decisão pode ser tomada e anunciada já amanhã.

O ministro da Economia, António Pires de Lima, já tinha dito que contava encerrar este capítulo ainda em junho. “Espero que este processo possa levar a uma decisão em Conselho de Ministros durante a primeira quinzena de junho”, disse em maio, à margem de uma conferência sobre tecnologias em Lisboa.

Neste momento, existem dois candidatos à aquisição de 66% da companhia aérea portuguesa. Um deles é Gérman Efromovich, o dono da Avianca, que em 2012 já tentara comprar a TAP. O negócio acabou por não se concretizar, após o Governo português ter alegado que o empresário nascido na Bolívia não tinha apresentado garantias bancárias necessárias. O outro candidato é o brasileiro David Neeleman, dono da companhia aérea Azul.

A proposta de David Neeleman incide na renovação da frota da TAP, sendo que o brasileiro propôs a compra de 53 aviões “novos e tecnologicamente avançados”. Neeleman disse ainda que pretende “reforçar o Hub de Lisboa, de modo a que a TAP possa continuar a contribuir com cerca de 2.000 milhões de euros para a economia portuguesa”.

Uma vez que é de nacionalidade não europeia, Neeleman não poderá ter mais de 49% do consórcio que vier a comprar o controlo da TAP.

Já Efromovich não tem esse problema. Nascido em La Paz, capital da Bolívia, este empresário tem quatro nacionalidades: boliviana, brasileira, colombiana e polaca. Esta última foi-lhe concedida em 2012, por ter ascendência de judeus da Polónia.

Efromovich disse que a sua oferta “vai de encontro ao objetivo de modernização e desenvolvimento desta companhia aérea, como empresa de referência”. A proposta inicial de Efromovich (que entretanto foi renovada) previa um financiamento de 100 milhões em aeronaves, 12 para entrega imediata e ainda a injeção faseada de 250 milhões.