Os juros da dívida de Portugal estavam esta terça-feira a subir a cinco e a dez anos para máximos desde meados de outubro e no mesmo sentido a dois anos, mas para níveis registados em fevereiro.

Os juros da Grécia a dois anos estavam a cair, mas próximos dos 30%, enquanto os da Irlanda, Itália e Espanha estavam em alguns prazos em máximos dos últimos seis meses.

Esta terça-feira, cerca das 08h50 em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 3,355%, valor máximo desde meados de outubro de 2014, contra 3,253% na segunda-feira. O atual mínimo de sempre é de 1,560% e foi registado a 13 de março passado.

Os juros a cinco anos também estavam a subir, para 2,005%, também um máximo desde meados de outubro de 2014, contra 1,901% na segunda-feira e o mínimo de sempre, de 0,749%, a 10 de abril passado.

No mesmo sentido, os juros a dois anos estavam a subir para 0,258%, próximos dos valores de fevereiro, contra 0,216% na segunda-feira e longe do mínimo de sempre, de 0,013%, registado a 13 de abril passado.

Depois de ter iniciado a 9 de março passado um programa inédito de compra de dívidas soberanas e privadas, que vai permitir a injeção de 60 mil milhões de euros por mês, até, pelo menos, setembro de 2016, na economia da zona euro, na esperança de a redinamizar, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juro inalteradas em mínimos na última reunião de política monetária de 3 de junho.

Os efeitos do programa fizeram sentir-se, por antecipação, nas taxas de juro das dívidas soberanas, que evoluem em sentido inverso ao da procura e têm renovado mínimos diariamente. Algumas das taxas tornaram-se negativas nos prazos mais curtos, ou seja, os investidores estão dispostos a pagar para deter estes títulos por os considerarem muito seguros.

A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento pedido por Portugal à ‘troika‘ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Esta terça-feira, os juros da dívida soberana da Irlanda estavam estáveis a dois anos e a subir a cinco e dez anos, enquanto os de Itália e de Espanha estavam a subir em todos os prazos, nalguns prazos para máximos dos últimos seis meses.

Em relação aos juros da Grécia, estes estavam a descer a cinco e a subir a dez anos para valores em torno dos 29,205%, um máximo dos últimos seis meses, e 12,693%, respetivamente.