Governo

Cimeira Ibérica: Portugal e Espanha querem 2ª fase de reformas na União Económica e Monetária

Os chefes de Governo de Portugal e Espanha defenderam uma "segunda fase de reformas" no âmbito da União Económica e Monetária para "lidar com a herança acumulada da crise, sobretudo ao nível do desemprego e da dívida".

JOSE COELHO/LUSA

Os chefes de Governo de Portugal e Espanha defenderam uma “segunda fase de reformas” no âmbito da União Económica e Monetária para “lidar com a herança acumulada da crise, sobretudo ao nível do desemprego e da dívida”.

Na declaração conjunta final da 28.ª Cimeira Luso-Espanhola, que decorre hoje em Baiona, Espanha, Pedro Passos Coelho e Mariano Rajoy afirmaram-se “convictos de que as reformas a nível nacional, como as empreendidas em Portugal e Espanha, devem ser completadas com uma ambiciosa agenda de reformas no âmbito da União Económica e Monetária (UEM).

“A UEM deve agora entrar numa segunda fase de reformas para ancorar as respostas de emergência dos anos transatos, mas, também, de forma a lidar com a herança acumulada da crise, sobretudo ao nível do desemprego e da dívida. O recrudescimento de movimentos populistas e antieuropeus deve também ser visto como uma advertência para os riscos de fragmentação política na União Europeia”, alertaram.

Passos Coelho e Rajoy enfatizam que “foram tomadas medidas importantes”, mas consideram que “ainda resta muito por fazer para completar a UEM” e por isso é “essencial avançar na direção de um cenário de maior integração a médio e longo prazo”.

De acordo com os chefes de Estado ibéricos, em resultado das reformas implementadas e da prudência na área fiscal, em 2014, “foi constatada uma consolidação da recuperação económica” de ambos países, com taxas positivas de crescimento do PIB.

“Além disso, as previsões da Comissão Europeia e de outros organismos internacionais para ambas as economias, em 2015, certificam o final da crise”, referem na declaração final.

Os dois governos reiteram “a importância e o compromisso de prosseguir no caminho das reformas como única garantia de crescimento sustentável e equilibrado, da criação de emprego e da prosperidade para os cidadãos de ambos os países”.

O novo Relatório dos Cinco Presidentes deverá, agora, apontar para a conclusão a curto prazo de uma verdadeira união financeira e oferecer uma perspetiva clara e calendarizada dos passos seguintes no sentido do reforço da convergência económica real no seio do Euro, de avançar na criação de uma capacidade orçamental e da eficiência e da legitimidade da sua arquitetura institucional”, pode ler-se na declaração conjunta.

Portugal e Espanha comprometem-se ainda a continuar a trabalhar para facilitar os fluxos comerciais entre ambos os países e partilham a certeza de que a forma de “superar os problemas económicos consiste no aprofundamento da integração dos países no seio da União Europeia e na ampliação do Mercado Único”.

“Ambos os países destacam a importância e o seu compromisso na negociação de acordos comerciais e de investimento entre a União Europeia e os seus parceiros estratégicos, em particular do TTIP, Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento com os Estados Unidos, e manifestam a sua confiança em que um acordo amplo, ambicioso e profundo beneficiará todas as partes”, defendem ainda.

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Rui Ramos
153

É este o governo que temos: não tem nada a dizer ao país, enquanto conjunto dos cidadãos, mas tudo para dizer aos lóbis e grupos de interesse que lhe parecem importantes para continuar a mandar. 

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