O principal problema da Grécia está ao nível das instituições que não permitem a um governo conduzir uma política económica, defendeu Luís Campos e Cunha. O ex-ministro das Finanças aponta para a máquina fiscal e tribunais como exemplos de instituições que não funcionam na Grécia, referindo a existência de corrupção no dia-a-dia. “Isso não existe em Portugal”, sublinhou à margem da apresentação do estudo “Três Décadas de Portugal Europeu”, uma publicação para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, coordenado por Augusto Mateus.
Campos e Cunha espera que o país não saia da moeda única, mas é da opinião que o euro sobrevive sem a Grécia, embora a zona euro e Portugal fiquem mais pobres sem aquele parceiro europeu.
O economista admitiu que esperava que o governo do Syrisa atacasse os poderes internos que travam a capacidade das instituições de atuar, dando ainda como exemplo o grande poder da igreja Ortodoxa na Grécia, ao invés de se virar contra as instituições europeias. Campos e Cunha receia que o processo negocial se tenha arrastado demasiado tempo e considera que a Europa foi longe nas últimas propostas, admitindo que o Syrisa já estará arrependido,