O Estado Islâmico usou recentemente armas químicas contra as forças curdas e contra civis, no Iraque e na Síria, de acordo com uma investigação de duas organizações britânicas independentes, que estiveram no local dos ataques.

O grupo terrorista que se auto intitula de califado tem escalado os ataques e a potência das armas usadas. Agora, depois de vários relatos do uso de armas químicas pelo Estado Islâmico, investigadores foram ao terreno confirmar o pior cenário.

Só no último mês, há relatos de três ataques com armas químicas pelo Estado Islâmico. Dois destes incidentes ocorreram no norte da Síria, na província de Hasakash, onde o Estado Islâmico tem uma frente de batalha aberta com o grupo curdo YPG. O terceiro terá envolvido um tiro de morteiro às posições curdas na barragem de Mossul, que não explodiu.

A investigação realizada agora pelo Conflict Armament Research e pelo Sahan Research, dois grupos independentes com sede no Reino Unido, garantem que se trata do primeiro registo documentado do uso de armas químicas pelo Estado Islâmico contra as forças curdas e civis.

Os investigadores no terreno encontraram um projétil recente com substâncias químicas que provocou náuseas e fortes dores de cabeça aos membros das equipas que tiveram contacto mais próximo com o líquido amarelo e preto que vertia do morteiro que não explodiu.

No caso dos projeteis descobertos nos ataques do Estado Islâmico às forças curdas em Hasakh, estes terão causado tonturas, desmaios, dor da cintura para baixo – que resultou em paralisia temporária e localizada.

Os investigadores comprovam assim os receios de alguns países que a capacidade de armamento do Estado Islâmico é cada vez mais maior. O grupo terrorista estará a adaptar os engenhos explosivos improvisados e as bombas usadas por suicidas para incluir estes químicos.