O II Festival Internacional de Música de Marvão, começa esta sexta-feira com um concerto pela Orquestra Gulbenkian, sob a direção do maestro Christoph Poppen, diretor artístico do certame.

O concerto de abertura, ao qual assiste o Presidente da República, em visita pelo Alentejo, é constituído pela abertura “Inês de Castro”, de Vianna da Motta, o Concerto para Orquestra e Violino, de Max Bruch, e a Sinfonia n.º 3, “A Escocesa”, de Felix Mendelssohn, e é solista a violinista Clara Jumi Kang.

O Festival realiza-se até 2 de agosto, com palcos instalados no centro cultural local, no castelo, no convento de Nossa Senhora da Estrela, na igreja de S. Tiago, na arena de St.º. António das Areias, e nas ruínas romanas de Ammaia, onde atua Katia Guerreiro, com a Orquestra Clássica do Sul, sob a direção de Cesário Costa, no dia 1 de agosto.

A Orquestra Gulbenkian, em estágio, realiza, no domingo, um concerto no sítio arqueológico de Ammaia, sob a direção de Joana Carneiro, em que será interpretada a Sinfonia n.º 5, de Gustav Mahler.

A programação inclui a celebração de uma missa, também no domingo, na igreja de N.S. da Estrela, com acompanhamento pelo violinista Christoph Poppen. Também neste domingo, e neste templo, atua, às 16h00, o ensemble Capella Duriensis, com um programa que inclui alguns compositores alentejanos como Estevão de Brito (1570-1641) e Diogo Dias Melgás (1638-1700).

Também no dia 2 de agosto, a missa de domingo, na igreja de N.S. da Estrela, é acompanhada musicalmente pelo Coro e Orquestra de Câmara de Colónia, sob a batuta de Poppen.

A Orquestra de Câmara de Colónia tem agendado um concerto no dia 27 de julho, no castelo, em que são solistas a soprano Juliane Banse e o violoncelista Danjulo Ishizaka.

A Orquestra e Coro Divino Sospiro, sob a direção de Massimo Mazzeo, atua também no dia 1 de agosto, mas, às 17h00, na igreja de N.S. da Estrela. Este grupo, com sede no palácio de Queluz, irá interpretar peças de Mozart e Niccoló Jommelli.

Em comunicado, a organização defende um festival “que vá além de um mero entretenimento só para alguns” e que relacione “vários estilos musicais, da música clássica ao fado e à música espiritual improvisada”, integrando a programação “as artes visuais, a dança, ou tantas outras formas de expressão artística passíveis de se lhe associar”.

Uma das artes que se associa a este Festival, é o cinema com a exibição, no dia 27 de julho, do filme-ópera “The hunter’s bride”, de Carl Maria von Weber, numa realização de Jens Neubert. A exibição será feita na estação ferroviária de Beirã, nos arredores de Marvão.