Durante uma conferência de imprensa na sede do PSD, em Lisboa, marcada para falar sobre o crescimento da produção industrial registado durante o mês de junho, Carlos Carreiras, vice-presidente do partido, considerou o uso de bancos de imagens como “uma prática recorrente”, que já antes tinha sido utilizada pelo PSD.

Depois da polémica envolvendo o Partido Socialista, o PSD e o CDS foram acusados esta semana de usar fotografias de figurantes estrangeiros nos cartazes para as próximas legislativas. Questionado sobre sobre os cartazes da coligação, Carlos Carreiras afirmou que as “frases não são atribuídas às caras que aparecem nos cartazes”.

“As frases não são atribuídas às caras que aparecem nos cartazes. São constatações, são o registo de factos, que associam uma cara do banco de imagens — do banco de imagens internacional”, referiu o vice-presidente do PSD, frisando que “é uma prática muito recorrente há vários anos, tanto para os partidos como para os órgãos de comunicação”.

Para Carlos Carreiras, as frases que se encontram nos cartazes são “a melhor mensagem política que podemos passar” e são um reflexo de que “o esforço que todos andamos a fazer” teve uma consequência positiva. Para além disso, o vice-presidente explicou que o uso de bancos de imagens foi motivado pela “grande preocupação” do partido “ao nível dos gastos da campanha”.

“Temos uma preocupação muito grande ao nível da racionalização, ou seja, ao nível dos gastos da campanha. Estamos a gastar menos 40% daquilo que era prática em campanhas legislativas anteriores. Recorrer a bancos de imagens é uma coisa que já tinha sido feita no passado, por nós e por outros partidos políticos.”