Quem quer ser milionário? Muitos querem, poucos o conseguem. E depois há pessoas como David Spencer-Percival que o conseguiu, não uma vez, mas duas. E não ganhou ao jogo.

Spencer-Percival teve vários ofícios. Não chegou a frequentar a universidade e trabalhava num banco quando se despediu para iniciar uma carreira no mundo da moda. E até chegou a trabalhar como designer do cantor britânico Robbie Williams, quando este fez parte do quinteto Take That durante a década de 1990, refere a BBC.

Em 2000, abandandonou a carreira de designer para ser um dos sócios fundadores de uma empresa de recrutamento e seleção, a Huntress, que chegou a faturar mais de um milhão de euros por ano.

“Estive numa carreira durante dez anos e com a qual ganhei muito dinheiro. E também fazia parte de um negócio de grande sucesso, que me pagava um salário de seis dígitos. Mas continuava a ser um acionista minoritário, no que se estava a tornar uma empresa muito grande,” disse David Spencer-Percival à Forbes.

Spencer-Percival era milionário e tinha tudo, ou quase. Na garagem tinha vários carros de luxo – entre eles um Ferrari GT, um Bentley e dois Aston Martin, um DB6 e DB7 -, uma mansão do século XIX no centro do Reino Unido e obras de arte. Bens que não hesitou em vender para financiar um novo negócio.

Spencer-Percival contou à Forbes: “Claro que já estava no topo, mas ainda me sentia muito jovem para não fazer outra coisa. Eu estava demasiado confortável e acomodado. E queria mudar isso, criando o meu próprio negócio.”

E em 2010, em parceria com o investidor Sir Peter Ogden, fundador da empresa de TI Computacenter,  fundou outra empresa de recrutamento, a Spencer-Ogden, mas desta vez como sócio maioritário.

“Ao contrário do fiz com a minha empresa anterior, eu queria ter uma grande parte do negócio, então tive que entrar com uma grande parte do dinheiro,” explicou.

Para isso, Spencer-Percival não vendeu apenas parte dos seus bens. Vendeu tudo. E não foi apenas porque precisava do dinheiro para re-investir, mas também porque não se sentia feliz a gastar dinheiro como gastava.

“As pessoas achavam que eu estava desesperado. E o meu ego levou, definitivamente, um grande pontapé. Mas temos que ser fortes e acreditar no que fazemos. Senti muita pressão,” relembrou Spencer-Percival, que acreditou e conseguiu repetir o sucesso.