O balanço da cimeira europeia, de 23 de setembro, sobre a crise dos refugiados vai ser feito hoje na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França).

Os eurodeputados vão debater com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, as medidas acordadas para o acolhimento no espaço comunitário, incluindo em Portugal, onde deverão chegar os primeiros refugiados este mês.

No final de setembro, o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, anunciou a chegada de 30 refugiados, que se encontram em Itália, durante a primeira quinzena de outubro.

No total, o país deverá receber 4.500 pessoas e 70 milhões de euros até 2020 em fundos comunitários para receber e integrar refugiados e migrantes.

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A Comissão Europeia apresentou, entretanto, uma proposta para mobilizar 800 milhões de euros, ainda este ano, para fazer face à crise de refugiados.

A 23 de setembro, os chefes de Estado e de Governo da UE concordaram com a proposta de mobilizar 1,7 mil milhões de euros em 2015 e 2016 para apoiar o acolhimento de refugiados.

Os eurodeputados portugueses apontaram, no início de setembro, caminhos como a criação de canais seguros, integração a nível local, diferenciação dos casos de refugiados e dos migrantes, e a aplicação de sanções a Estados-membros que recusem acolhê-los.

A fraude nas emissões de motores a gasóleo da Volkswagen estará também na agenda para hoje do Parlamento Europeu, que irá debater as investigações ao caso, a melhoria nos testes das emissões e a garantia de independência das autoridades de homologação.