O candidato presidencial Sampaio da Nóvoa criticou hoje o “tom de desafio e confronto” do Presidente da República e a “ameaça” de manter em funções um Governo de gestão, sublinhando que o chefe de Estado tem de ser “equidistante”.

“Se nada tenho a apontar a esta decisão formal, não posso deixar de manifestar a minha surpresa quanto ao tom de desafio e de confronto adotado na comunicação de ontem ao país. Um Presidente da República não pode ser fator de divisão, de instabilidade ou de intolerância”, afirmou Sampaio da Nóvoa, numa declaração na sede de candidatura, em Lisboa.

Defendendo que o chefe de Estado “deve ser um árbitro, equidistante e moderador” e “construir compromissos em vez de extremar posições”, Sampaio da Nóvoa repudiou também a “ameaça” deixada por Cavaco Silva de manter em funções um Governo de gestão e sem Orçamento “decida o parlamento o que decidir”.