Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Com 18 Ministérios criados, incluindo o cargo de primeiro-ministro, o Governo de António Costa não bate recordes, está aliás dentro da média, mas entra diretamente para o pódio dos Governos maiores da história da democracia. À sua frente, em número, só o Executivo de Pedro Santana Lopes, que contava com um total de 19 pastas atribuídas. A igualar António Costa aparece Durão Barroso e o segundo governo de António Guterres, ambos também com 18 ministros.

Se o Governo com que Pedro Passos Coelho se apresentou no início do mandato, em 2011, ficou na história como o mais pequeno de sempre, com apenas 12 Ministérios (a contar com o primeiro-ministro), o futuro Governo socialista de António Costa, a confirmar-se a lista de ministros anunciada pela TSF, regressa agora à média praticada pelos anteriores Executivos. São 18 no total, número apenas igualado ao Governo de Durão Barroso, entre 2002 e 2004, e ao segundo Executivo minoritário de António Guterres, de 1999 a 2002 (o primeiro tinha 16 elementos).

Certo é que, depois das remodelações que foi sofrendo ao longo de quatro anos, o Governo de Passos acabaria por chegar ao número 15, tendo criado a pasta de vice-primeiro-ministro para Paulo Portas e dividido o super-ministério do Agricultura e Ambiente em dois, mas ainda assim manteve-se entre os mais reduzidos de sempre. Mais pequeno que isto só o primeiro Governo de Cavaco Silva, em 1985, que tinha 14 ministros. 

Em sentido contrário, o recordista é o Governo de Santana Lopes, de 2004, que contou com um total de 19 ministros. A primeira equipa de José Sócrates tinha 16 elementos, passando depois a 17 no segundo mandato. Também Cavaco Silva oscilou, começando em 85 com 14 membros, passando depois para 17 e terminando em 1995 com uma equipa de 16 ministros.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR