O presidente executivo do BPI afirmou esta quarta-feira que Portugal, no que se refere às novas tecnologias, não tem resistência à mudança, sendo mais preocupante as questões da privacidade.

Fernando Ulrich, que falava no Congresso das Comunicações organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, disse dar por adquirido que “a privacidade é cada vez menor” e que não se pode voltar ao século XIX nesta questão.

“Dou por adquirido que a privacidade é cada vez menor, há cada vez mais entidades que sabem uma parte da nossa vida”, afirmou, acrescentando que atualmente “o fisco sabe uma parte da minha vida, como os bancos sabem outra e assim por diante”.

Para o presidente executivo do BPI, “a informação está cada vez mais desprotegida”, pelo que há que saber “que não pode ser utilizada contra nós”.

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Fernando Ulrich frisou ainda que os portugueses, no geral, “não têm resistência à mudança” relativamente às inovações tecnológicas, sendo que a grande dificuldade “não é tanto no acesso às inovações, porque as empresas tecnológicas encarregam-se de o fazer, mas porque é caro”.

O responsável máximo do BPI afirmou que, “tirando o caso das telecomunicações, a tecnologia não é barata e poupar é um mito”, até porque, apesar de todos os esforços das autoridades da concorrência, “no domínio da tecnologia, confrontamo-nos com monopólios” com o qual temos de lidar.