A realização de um referendo para aprovar um eventual diploma para legalizar a eutanásia parece ser, neste momento, pouco provável. Isto porque PS e Bloco de Esquerda descartam essa possibilidade, preferindo resolver a questão no Parlamento, e porque o futuro Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não pretende envolver-se no tema.

Citando um fonte da equipa de Marcelo Rebelo de Sousa, o Diário de Notícias escreve que o novo Presidente será um “árbitro” na matéria e que “o professor não vetará um referendo se for essa a vontade popular, mas também não será ele a propô-lo”. Ou seja, o próximo Presidente não pressionará os deputados a avançarem com um referendo se se decidir que o diploma seja votado apenas na Assembleia da República.

Ainda durante a campanha eleitoral, Marcelo tinha deixado já a indicação de qual poderia ser o seu comportamento em relação a esta matéria. A mesma fonte relembra ao DN que, durante um debate na RTP, o então candidato defendeu que “o Presidente, tendo as suas convicções, não impõe as suas convicções ao funcionamento e à expressão da democracia, seja ela referendária ou representativa”.